| Ordem: Cyprinodontiformes  | 
 Família: Rivulidae | 
 Gênero: Hypsolebias | 
Anual
Sul-Americano
Hypsolebias hamadryades
Hypsolebias hamandryades

Indicadores da UBK

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Dificuldade de Criação
Reprodução
Agressividade
Alimentação
Facilidade de Aquisição

Países de origem

bandeira
Brasil

Identificação

Nome Atual: Hypsolebias hamadryades
Descrito por, Ano: Costa, Amorim & Mattos, 2018
Família: Rivulidae Myers, 1925
Subfamília: Cynolebiinae Hoedeman, 1961
Tribo: Cynolebiini Hoedeman, 1961
Subtribo: Spectrolebiina Costa, 1998
Gênero: Hypsolebias Costa, 2006
Espécie: hamadryades

Introdução

⇒ Descoberto por: Wilson J. E. M. Costa e colaboradores, em 17 de janeiro de 2017, no município de Janaúba, Minas Gerais. Descrita cientificamente por Costa, Amorim & Mattos em 2018.

Hypsolebias hamadryades é um pequeno e raro killifish anual conhecido de uma poça temporária das planícies do rio Gorutuba, drenagem do rio Verde Grande, bacia do São Francisco, no município de Janaúba, Minas Gerais. A espécie pertence ao complexo H. magnificus e foi reconhecida através de estudos morfológicos e moleculares que revelaram uma diversidade até então oculta entre os peixes anuais da região.

Uma de suas características mais interessantes é o tamanho excepcionalmente reduzido. Os machos conhecidos alcançam aproximadamente 2,7 cm de comprimento padrão e as fêmeas cerca de 2,4 cm, havendo evidências de que H. hamadryades represente uma forma miniaturizada e possivelmente uma das menores espécies do gênero. Os machos apresentam barras avermelhadas nos flancos e vistosas faixas azuladas nas nadadeiras dorsal, anal e caudal.

Como outros Hypsolebias, possui ciclo de vida adaptado às águas temporárias: os adultos vivem e se reproduzem durante o período de inundação, enquanto os ovos permanecem em diapausa no substrato durante a estação seca. A espécie é conhecida de uma área extremamente restrita e está atualmente classificada como Criticamente em Perigo (CR).

Explore a ficha abaixo e conheça este extraordinário pequeno habitante das poças temporárias do norte de Minas Gerais!

Sinonimia

Hypsolebias hamadryades foi descrita em 2018, diretamente no gênero Hypsolebias, por Costa, Amorim & Mattos. Diferentemente de diversas espécies mais antigas do gênero, portanto, não passou originalmente pelos gêneros Cynolebias ou Simpsonichthys.

Etimologia

O nome hamadryades deriva das Hamadríades da mitologia grega, ninfas intimamente associadas às árvores e cuja existência estava ligada à árvore que protegiam: segundo a tradição, a morte da árvore significava também a morte de sua Hamadríade. A escolha constitui uma referência direta à ecologia peculiar da espécie

Dados e Informações de Criação

Informações sobre criação de killifishes Ex situ. Histórico da espécie em cativeiro, criação no Brasil e no Mundo, dicas de  manejo, manutenção e procriação. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

Básicos

O Aquário

Populações com Código de Coleta (Rastreabilidade Alta)
Estas populações possuem dados precisos de local, data e coletor. Devem ser mantidas estritamente puras.

Os marcadores não significam a localização exata da população desta espécie. A intenção é apenas mostrar um aspecto geral da distribuição geográfica.

Dados Científicos, Taxonômicos e Históricos

Informações científicas sobre a espécie, dados sobre morfometria, características científicas diferenciadas e história da espécie. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

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Distribuição, Biótopos, Ecologia e Ameaças

Material sobre características dos habitats e biótopos desta espécie, bem como riscos específicos e iniciativas de preservação. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

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Hypsolebias hamadryades encontra-se em uma situação extremamente delicada. A espécie está classificada como Criticamente em Perigo (CR) no Brasil e globalmente pela IUCN.

A espécie é conhecida apenas de sua localidade-tipo, nas planícies do rio Gorutuba, em Janaúba. Buscas realizadas no entorno não localizaram outras populações. Para fins de avaliação, sua área de ocupação foi estimada em apenas 4 km², com uma única localização.

A ameaça é particularmente concreta porque a região apresenta um histórico documentado de destruição das poças temporárias.

A área vem sendo estudada por pesquisadores desde 2002. Esses levantamentos haviam revelado outros dois peixes anuais endêmicos, Hypsolebias janaubensis e Cynolebias gorotuba. Entretanto, os autores da descrição de H. hamadryades relatam que o intenso processo de urbanização de Janaúba provocou a completa eliminação das poças temporárias estudadas entre 2002 e 2010.

Esse dado torna a descoberta de H. hamadryades em 2017 particularmente impressionante. A poça não havia sido registrada anteriormente porque estava oculta por uma densa formação de Caatinga, funcionando praticamente como um pequeno refúgio remanescente em uma paisagem submetida à expansão urbana.

E as ameaças reconhecidas oficialmente vão além da urbanização, como rodovias, extração de argila e expansão urbana entre os fatores responsáveis pelo declínio continuado da qualidade do habitat.

Isso significa que o risco para H. hamadryades resulta da combinação de distribuição extremamente pequena + única localidade conhecida + expansão urbana + alteração do solo + perda da vegetação protetora + mudanças na dinâmica das poças temporárias.

Existe ainda um aspecto ecológico especialmente importante. As espécies do complexo H. magnificus são encontradas caracteristicamente em poças protegidas por árvores e arbustos. A retirada da vegetação não precisa necessariamente aterrar diretamente a poça para ameaçar os peixes: mudanças de sombreamento, temperatura, evaporação e dinâmica hídrica podem modificar profundamente um ambiente extremamente pequeno e sazonal. Os próprios autores destacaram a extrema vulnerabilidade dessas espécies endêmicas a pequenas áreas diante das alterações ambientais.

O histórico de Janaúba permite estabelecer um nexo sólido com a atuação estatal na preservação das espécies de rivulideos. Não se trata apenas de uma espécie que poderá futuramente perder seu habitat: a literatura científica já documentou a eliminação completa de outras poças temporárias monitoradas na mesma região entre 2002 e 2010. Depois disso, uma nova espécie Criticamente em Perigo foi descoberta em 2017, sobrevivendo em uma poça remanescente dentro da própria área urbana.

O caso de Hypsolebias hamadryades demonstra que a proteção dos peixes anuais não pode começar somente depois que uma espécie é formalmente descrita e incluída nas listas de fauna ameaçada. Em Janaúba, diversas poças temporárias estudadas desde 2002 desapareceram durante o processo de urbanização, enquanto H. hamadryades permaneceu desconhecida até 2017 em um pequeno refúgio protegido pela vegetação. A conservação efetiva exige que as próprias áreas úmidas temporárias sejam previamente reconhecidas, mapeadas e protegidas no planejamento urbano e no licenciamento ambiental, inclusive durante a estação seca, quando os peixes desaparecem, mas seus ovos permanecem vivos sob o solo.

Galeria de Imagens

Algumas fotos foram retiradas da internet com intuito informativo. Os devidos créditos são observados. Qualquer problema entre em contato conosco.

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