| Ordem: Cyprinodontiformes  | 
 Família: Rivulidae | 
 Gênero: Hypsolebias | 
Anual
Sul-Americano
Hypsolebias bonita
Killis - Site UBK

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Dificuldade de Criação
Reprodução
Agressividade
Alimentação
Facilidade de Aquisição

Países de origem

bandeira

Identificação

Nome Atual: Hypsolebias bonita
Descrito por, Ano: Abrantes, Bento, Ramos & Lima, 2023
Família: Rivulidae Myers, 1925
Subfamília: Cynolebiinae Hoedeman, 1961
Tribo: Cynolebiini Hoedeman, 1961
Subtribo: Spectrolebiina Costa, 1998
Gênero: Hypsolebias Costa, 2006
Espécie: bonita

Introdução

⇒ Descoberta: Hypsolebias bonita foi reconhecida e descrita cientificamente por Yuri Gomes Abrantes, Telton Pedro Anselmo Ramos, Diego de Melo Bento e Sergio Maia Queiroz Lima em 2023. Populações hoje atribuídas à espécie eram anteriormente identificadas como Hypsolebias antenori, até que estudos morfológicos e moleculares demonstraram que representavam uma linhagem distinta.

Endêmica do Rio Grande do Norte, Hypsolebias bonita habita poças e áreas úmidas temporárias da bacia do rio Apodi–Mossoró, incluindo a microbacia do córrego Virgílio e ambientes cársticos associados ao Parque Nacional da Furna Feia, em Baraúna. Como típico peixe anual da Caatinga, completa rapidamente seu ciclo de vida durante a estação chuvosa. Quando as poças desaparecem sob o intenso período de seca, os adultos morrem, mas a população permanece viva na forma de ovos em diapausa enterrados no substrato, aguardando as chuvas seguintes. A espécie chama atenção ainda pela exuberante coloração dos machos, marcada por numerosos pontos azul-iridescentes, contrastando com o padrão mais discreto apresentado pelas fêmeas.

Seus ambientes são pequenos, sazonais e extremamente vulneráveis à expansão agrícola e urbana, aterramentos, drenagens e alterações do regime natural das águas. Para esses peixes, uma poça seca não representa um ambiente vazio: sob o solo pode permanecer todo o banco de ovos responsável pela geração seguinte, tornando a preservação do substrato tão importante quanto a própria água.

A criação responsável em aquários pode representar uma ferramenta complementar para a conservação ex situ de espécies tão restritas como H. bonita. Criadores especializados de killifishes acumulam conhecimento sobre reprodução, diapausa, incubação dos ovos e manutenção de linhagens, informações que podem inclusive complementar pesquisas científicas. Entretanto, o Brasil ainda dispõe de caminhos limitados e pouco acessíveis para integrar legalmente esse conhecimento amador às estratégias formais de conservação. Um modelo baseado em cadastro, rastreabilidade, procedência conhecida e cooperação entre criadores, pesquisadores e órgãos ambientais poderia transformar o aquarismo responsável em aliado adicional da conservação, sem jamais substituir a indispensável proteção das populações naturais.

Conhecer e preservar Hypsolebias bonita significa compreender que, mesmo quando a Caatinga seca e suas pequenas poças desaparecem, uma extraordinária diversidade continua escondida sob o solo, esperando silenciosamente o retorno das chuvas.

Sinonimia

Etimologia

O epíteto específico bonita foi escolhido em homenagem a Maria Gomes de Oliveira (1910–1938), conhecida como Maria Bonita, figura histórica do cangaço nordestino e uma de suas mais conhecidas lideranças femininas. O nome possui ainda um segundo sentido deliberado: faz uma contraposição ao adjetivo “feia” presente no nome do Parque Nacional da Furna Feia, no Rio Grande do Norte, onde se situa a microbacia do córrego Virgílio e a localidade-tipo da espécie. Assim, bonita simultaneamente homenageia Maria Bonita e estabelece um jogo de palavras com “Furna Feia”.

Dados e Informações de Criação

Informações sobre criação de killifishes Ex situ. Histórico da espécie em cativeiro, criação no Brasil e no Mundo, dicas de  manejo, manutenção e procriação. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

Básicos

O Aquário

Populações com Código de Coleta (Rastreabilidade Alta)
Estas populações possuem dados precisos de local, data e coletor. Devem ser mantidas estritamente puras.

Os marcadores não significam a localização exata da população desta espécie. A intenção é apenas mostrar um aspecto geral da distribuição geográfica.

Dados Científicos, Taxonômicos e Históricos

Informações científicas sobre a espécie, dados sobre morfometria, características científicas diferenciadas e história da espécie. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

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Distribuição, Biótopos, Ecologia e Ameaças

Material sobre características dos habitats e biótopos desta espécie, bem como riscos específicos e iniciativas de preservação. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

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Galeria de Imagens

Algumas fotos foram retiradas da internet com intuito informativo. Os devidos créditos são observados. Qualquer problema entre em contato conosco.

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