| Ordem: Cyprinodontiformes  | 
 Família: Rivulidae | 
 Gênero: Hypsolebias | 
Anual
Sul-Americano
Hypsolebias antenori
Killis - Site UBK

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Dificuldade de Criação
Reprodução
Agressividade
Alimentação
Facilidade de Aquisição

Países de origem

bandeira
Brasil

Identificação

Nome Atual: Hypsolebias antenori
Descrito por, Ano: Tulipano, 1973
Família: Rivulidae Myers, 1925
Subfamília: Cynolebiinae Hoedeman, 1961
Tribo: Cynolebiini Hoedeman, 1961
Subtribo: Spectrolebiina Costa, 1998
Gênero: Hypsolebias Costa, 2006
Espécie: antenori

Introdução

⇒ Descoberta: os primeiros exemplares conhecidos de Hypsolebias antenori foram coletados pelo zoólogo brasileiro Dr. Antenor Leitão de Carvalho (1910–1985), do Museu Nacional do Rio de Janeiro, em ambientes temporários próximos a Russas, na região do rio Jaguaribe, Ceará. 

Habitante das poças temporárias da Caatinga, Hypsolebias antenori representa uma das mais extraordinárias adaptações dos peixes brasileiros ao semiárido. Durante o período chuvoso, os ovos eclodem, os indivíduos crescem rapidamente e completam seu ciclo reprodutivo antes que as poças desapareçam. Com a chegada da seca, os adultos morrem, mas a população permanece no ambiente através de ovos resistentes em diapausa enterrados no substrato, capazes de atravessar meses de estiagem até o retorno das chuvas. Os machos apresentam coloração muito mais intensa que as fêmeas, característica marcante dos Hypsolebias e responsável também pelo grande interesse que esses peixes despertam entre pesquisadores e aquaristas.

A história taxonômica da espécie é particularmente interessante. Ao longo do tempo, foi denominada Cynolebias antenori, posteriormente Simpsonichthys antenori e, finalmente, Hypsolebias antenori. Além disso, Cynolebias heloplites Huber, 1981 foi posteriormente considerada sinônimo de H. antenori por parte da literatura, embora sua validade como espécie independente continue sendo defendida por alguns autores. Mais recentemente, estudos morfológicos e moleculares revelaram que o antigo conceito de H. antenori reunia diferentes linhagens, levando ao reconhecimento de novas espécies e demonstrando que a diversidade dos peixes anuais da Caatinga ainda está longe de ser completamente conhecida.

Essa especialização extrema também torna H. antenori vulnerável à destruição e descaracterização das áreas úmidas temporárias, seja pela expansão agrícola e urbana, drenagem, aterramento, abertura de estradas ou alterações no regime natural das águas. Uma poça completamente seca pode parecer desprovida de importância ambiental, quando na realidade seu substrato pode conter milhares de ovos e representar todo o futuro de uma população. Preservar esses peixes exige, portanto, proteger não apenas os indivíduos adultos, mas também o solo, a depressão temporária e sua dinâmica natural de inundação e dessecação.

A criação responsável em aquários pode desempenhar papel complementar na conservação ex situ, sobretudo diante da perda acelerada desses habitats. A história dos killifishes demonstra que aquaristas e criadores especializados contribuíram significativamente para o conhecimento sobre reprodução, desenvolvimento embrionário, diapausa e manutenção de linhagens. Entretanto, ainda existem poucos mecanismos claros e acessíveis para a manutenção legal de espécies nativas por criadores amadores com finalidade não comercial, científica ou conservacionista. Uma regulamentação baseada em procedência, cadastro, rastreabilidade e cooperação entre criadores, pesquisadores e órgãos ambientais poderia aproveitar esse conhecimento acumulado e transformar o aquarismo responsável em aliado da conservação, sem substituir a indispensável proteção das populações naturais.

Preservar Hypsolebias antenori significa proteger muito mais que um pequeno peixe: significa reconhecer que, sob o solo aparentemente seco da Caatinga, permanece escondida uma biodiversidade singular, esperando pelas próximas chuvas para novamente ganhar vida.

Sinonimia

  • Cynolebias antenori Tulipano, 1973 — nome sob o qual a espécie foi formalmente descrita por Tulipano em 1973. Esta é a autoria considerada válida pelo Catalog of Fishes para o táxon que atualmente corresponde a Hypsolebias antenori.
  • Simpsonichthys antenori (Tulipano, 1973) —  com as revisões taxonômicas dos rivulídeos anuais brasileiros, a espécie foi transferida de Cynolebias para Simpsonichthys. Durante vários anos, Simpsonichthys antenori foi empregado na literatura taxonômica. Posteriormente, com o reconhecimento de Hypsolebias como gênero, passou para Hypsolebias antenori.
  • Cynolebias heloplites Huber, 1981 — sinônimo júnior: espécie descrita por Huber em 1981 a partir de material do Ceará. No tratamento taxonômico adotado por Costa e atualmente seguido pelo Catalog of Fishes, C. heloplites é considerado sinônimo júnior de Hypsolebias antenori. Entretanto, essa sinonímia não é inteiramente consensual: Huber/Killi-Data mantém Hypsolebias heloplites como espécie válida. Portanto, recomenda-se registrar na base que se trata de sinônimo júnior segundo o tratamento taxonômico adotado, mas com validade contestada por alguns autores.
  • Cynolebias antenori Myers, 1952 — nomen nudum: Myers empregou o nome Cynolebias antenori em 1952, antes da descrição formal de Tulipano. Entretanto, o nome foi apresentado sem uma descrição ou caracteres diagnósticos suficientes para torná-lo nomenclaturalmente disponível. Por essa razão, é tratado como nomen nudum e não estabelece a autoria da espécie.
  • Cynolebias “antenori” Langton, 1972 — nomen nudum: o nome voltou a aparecer na literatura antes da descrição formal de 1973, mas novamente sem satisfazer os requisitos necessários para constituir um nome zoológico disponível. Assim, essa utilização também é tratada como nomen nudum.
  • Hypsolebias antenori (Tulipano, 1973) — nome atualmente válido

Etimologia

O epíteto específico antenori homenageia o zoólogo brasileiro Dr. Antenor Leitão de Carvalho (1910–1985), do Museu Nacional do Rio de Janeiro, responsável pela coleta dos primeiros exemplares conhecidos da espécie em ambientes temporários próximos a Russas, na região do rio Jaguaribe, Ceará. O material chegou ao conhecimento do ictiólogo George S. Myers, que utilizou o nome Cynolebias antenori já em 1952, aparentemente pretendendo descrever formalmente a espécie posteriormente. Como essa primeira publicação não apresentou uma descrição diagnóstica adequada, o nome é considerado nomen nudum nesse trabalho. A descrição formalmente reconhecida foi publicada por Tulipano em 1973, preservando o epíteto antenori em homenagem a Antenor Leitão de Carvalho.

Dados e Informações de Criação

Informações sobre criação de killifishes Ex situ. Histórico da espécie em cativeiro, criação no Brasil e no Mundo, dicas de  manejo, manutenção e procriação. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

Básicos

O Aquário

Populações com Código de Coleta (Rastreabilidade Alta)
Estas populações possuem dados precisos de local, data e coletor. Devem ser mantidas estritamente puras.

Os marcadores não significam a localização exata da população desta espécie. A intenção é apenas mostrar um aspecto geral da distribuição geográfica.

Dados Científicos, Taxonômicos e Históricos

Informações científicas sobre a espécie, dados sobre morfometria, características científicas diferenciadas e história da espécie. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.

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Distribuição, Biótopos, Ecologia e Ameaças

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