
Não colocamos numeração porque na criação pode acontecer variações que tornam determinados itens mais fáceis para um do que para outros.

Brasil
O Hypsolebias magnificus é, sem dúvida, o cartão-postal das poças temporárias da bacia do Rio São Francisco, um peixe cuja beleza justifica plenamente o seu epíteto. O que o torna único é a sua morfologia robusta e elevada, que lhe confere um perfil imponente, realçado por um padrão de pontos iridescentes sobre um fundo que transita entre o azul profundo e o carmesim, criando um efeito visual verdadeiramente magnífico. Diferente de outros killies, esta espécie exibe um dimorfismo sexual radical, onde o macho não apenas é mais colorido, mas ostenta nadadeiras alongadas que parecem esculpidas para exibições territoriais intensas. Sua estratégia de diapausa é uma obra-prima da evolução, permitindo que seus ovos resistam às secas severas do semiárido brasileiro, um desafio técnico que exige do aquarista um controle quase cirúrgico da umidade do substrato. É lamentável que um peixe com tamanha complexidade biológica e valor estético seja tratado por órgãos ambientais como uma mera "commodity" ornamental, negligenciando a proteção de seu micro-habitat específico frente à pressão agropecuária. A manutenção ética desta espécie é um exercício de alta aquariofilia que preserva, na prática, uma linhagem que a burocracia estatal frequentemente ignora ou mal compreende.
Cynolebias magnificus Costa & Cruz, 1991 (Basiônimo / descrição original — alocado erroneamente no gênero Cynolebias na época).
Simpsonichthys magnificus (Costa & Cruz, 1991) (Status após a revisão que moveu grande parte dos peixes daquele grupo para o gênero Simpsonichthys).
Hypsolebias magnificus (Costa & Cruz, 1991) (Status atual após a criação do gênero Hypsolebias por Wilson Costa em 2006, que finalmente agrupou corretamente essa linhagem).
Hypsolebias: Esta é uma construção clássica do Wilson Costa. Ele junta o prefixo grego hypso- (que significa "alto" ou "elevado") com lebias. O hypso- refere-se à morfologia do corpo desses peixes, que são frequentemente mais altos e comprimidos lateralmente do que outros grupos de killies. Então, traduzindo: é um "peixe de corpo elevado".
magnificus: Aqui a ciência não precisou de grego complexo, foi direto ao latim. O nome dispensa grandes traduções: significa "magnífico", "esplêndido" ou "grandioso". Quando Costa e Cruz descreveram este peixe, eles não tiveram dúvida. Os machos, com aquele padrão de manchas e cores que saltam aos olhos, são indiscutivelmente uns dos mais impressionantes de toda a bacia do rio São Francisco.
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Populações com Código de Coleta (Rastreabilidade Alta)
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