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Tanzânia
Nothobranchius fuscotaeniatus: faixas escuras e uma fêmea incomum entre os Nothobranchius
⇒ Descoberta por: Barry Cooper, Brian Watters e Ruud Wildekamp, durante uma expedição à Tanzânia em 1997. Os primeiros exemplares conhecidos foram coletados em 31 de maio daquele ano, próximos a Kitonga, recebendo provisoriamente a designação Nothobranchius sp. “Kitonga North” TAN 97/9. Poucas semanas depois, Lothar Seegers encontrou a espécie na região do baixo rio Rufiji e realizou sua descrição formal como Nothobranchius fuscotaeniatus em 1997.
Nothobranchius fuscotaeniatus é um pequeno killifish anual da família Nothobranchiidae, endêmico da Tanzânia e conhecido de uma área extremamente restrita das planícies costeiras associadas à drenagem inferior do rio Rufiji. Os machos apresentam coloração de fundo azul-esverdeada atravessada por conspícuas faixas vermelho-acastanhadas, padrão que se prolonga pelas nadadeiras e confere à espécie uma aparência bastante característica.
Uma de suas particularidades mais interessantes está nas fêmeas, que, ao contrário do padrão discreto observado em grande parte das espécies de Nothobranchius, também apresentam barras transversais e certa iridescência azul-esverdeada. Essa semelhança entre os sexos, embora menos intensa nas fêmeas, é uma das características mais marcantes da espécie e está diretamente relacionada ao nome fuscotaeniatus, uma referência às faixas escuras presentes no corpo. Restrita a ambientes aquáticos temporários e atualmente considerada Criticamente Ameaçada, é também um exemplo da extraordinária especialização dos Nothobranchius das planícies costeiras da África Oriental.
Entre faixas incomuns, poças sazonais e uma história que começou às margens do Rufiji, Nothobranchius fuscotaeniatus esconde muito mais do que seu pequeno tamanho sugere — continue pela ficha e conheça em detalhes um dos mais singulares representantes do gênero.
Não possui sinonímias conhecidas.
bivittatum — do latim bi, “dois”, e vittatus, “faixado” ou “marcado por bandas”, em referência às duas faixas longitudinais escuras presentes nas laterais do corpo, particularmente evidentes nas fêmeas e nos exemplares jovens.
Informações sobre criação de killifishes Ex situ. Histórico da espécie em cativeiro, criação no Brasil e no Mundo, dicas de manejo, manutenção e procriação. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.
Populações com Código de Coleta (Rastreabilidade Alta)
Estas populações possuem dados precisos de local, data e coletor. Devem ser mantidas estritamente puras.
| Código | Localidade | País | Notas |
|---|---|---|---|
| TAN 97/9 | Kitonga North, aproximadamente 2 km ao sul da travessia de balsa Ndundu–Kitonga, drenagem inferior do rio Rufiji, Pwani | Tanzânia | Primeira coleta conhecida, realizada em 31 de maio de 1997 por Brian Watters, Ruud Wildekamp e Barry Cooper. Inicialmente circulou como Nothobranchius sp. “Kitonga North”. No mesmo local foram encontrados outros Nothobranchius. É a população mais frequentemente conservada no hobby. |
| TZ 97/57 | Ndundu South / 2 km S de Ndundu Ferry, drenagem inferior do rio Rufiji, estrada em direção a Nyamwage/Kibiti, Pwani | Tanzânia | Coletada por Lothar Seegers em 22 de julho de 1997. Material desta coleta originou o holótipo e parátipos da descrição da espécie. Evidências históricas indicam que corresponde ao mesmo ponto de TAN 97/9, apesar do código diferente. |
Embora Nothobranchius fuscotaeniatus seja conhecido no hobby por dois códigos de coleta — TAN 97/9 “Kitonga North” e TZ 97/57 “Ndundu South” — as evidências históricas e geográficas indicam que ambos representam, na realidade, a mesma localidade natural, situada cerca de 2 km ao sul da travessia do rio Rufiji, na região de Ndundu/Kitonga, Tanzânia.
O código TAN 97/9 corresponde à primeira coleta conhecida, realizada em maio de 1997 por Barry Cooper, Brian Watters e Ruud Wildekamp, enquanto TZ 97/57 refere-se à coleta posterior de Lothar Seegers, realizada em julho do mesmo ano e utilizada na descrição formal da espécie. Assim, atualmente, N. fuscotaeniatus deve ser considerado conhecido de uma única população natural confirmada, apesar da existência de dois códigos históricos distintos em aquariofilia.
Os marcadores não significam a localização exata da população desta espécie. A intenção é apenas mostrar um aspecto geral da distribuição geográfica.
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