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Brasil
⇒ Descoberto por: Gilberto Campello Brasil, em 16 de maio de 1989, na região de Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Pernambuco.
Originário das poças temporárias do médio rio São Francisco, em Pernambuco, Hypsolebias flavicaudatus é um dos mais emblemáticos killifishes anuais da Caatinga. Os machos apresentam corpo robusto e intensamente ornamentado, com barras verticais escuras e uma marcante coloração amarelada na nadadeira caudal, característica que inspirou seu nome científico. A espécie pertence ao complexo H. flavicaudatus, um conjunto de peixes morfologicamente muito semelhantes cuja verdadeira diversidade somente começou a ser revelada com estudos morfológicos e moleculares mais recentes.
Como outros Hypsolebias, vive em ambientes que existem apenas durante parte do ano. Com as chuvas, os ovos eclodem, os peixes crescem rapidamente e se reproduzem; quando as poças secam, os adultos desaparecem e a população permanece na forma de ovos em diapausa enterrados no substrato. Essa extraordinária adaptação também torna a espécie extremamente dependente da preservação das pequenas depressões temporárias e de sua dinâmica natural de inundação e seca.
A conservação de H. flavicaudatus merece atenção especial. A espécie permanece oficialmente ameaçada no Brasil , enquanto a própria literatura científica registra que seu complexo ocorre em uma região submetida a intenso processo de perda de habitat. Nesse contexto, existe um contraste preocupante entre o reconhecimento formal da ameaça e a dificuldade prática de assegurar proteção efetiva a pequenas poças sazonais, muitas vezes situadas fora de unidades de conservação e facilmente alteradas por agricultura, obras, drenagens ou mudanças no uso do solo. A persistência dessas pressões mesmo após décadas de conhecimento científico evidencia que listar uma espécie como ameaçada, por si só, não garante a preservação de seu habitat.
Para aquaristas e biólogos, H. flavicaudatus também possui especial importância histórica. Linhagens da espécie foram mantidas no aquarismo, embora fontes especializadas a considerem atualmente rara no hobby e ressaltem a necessidade de maior atenção à sua conservação. A criação responsável, com procedência documentada e manutenção separada das diferentes populações, pode funcionar como ferramenta complementar de conservação e geração de conhecimento.
Explore a ficha abaixo e conheça todos os detalhes para compreender, reproduzir e ajudar a preservar este singular killifish amarelo das águas temporárias do rio São Francisco!
Hypsolebias flavicaudatus foi originalmente descrita por Costa & Brasil, em 1990, como Cynolebias flavicaudatus. Posteriormente, com a reorganização dos peixes anuais brasileiros, foi transferida para Simpsonichthys, passando a ser denominada Simpsonichthys flavicaudatus (Costa & Brasil, 1990). Com o reconhecimento posterior de Hypsolebias como gênero independente, chegou à combinação atualmente adotada, Hypsolebias flavicaudatus (Costa & Brasil, 1990).
O epíteto específico flavicaudatus deriva das palavras latinas flavus, que significa “amarelo”, e cauda, “cauda”, formando o sentido de “de cauda amarela”. O nome faz referência direta ao marcante padrão cromático apresentado pelos machos, especialmente à coloração amarelada da nadadeira caudal, uma das características mais reconhecíveis da espécie.
Informações sobre criação de killifishes Ex situ. Histórico da espécie em cativeiro, criação no Brasil e no Mundo, dicas de manejo, manutenção e procriação. Utilize as abas abaixo para navegar entre os assuntos.
Populações com Código de Coleta (Rastreabilidade Alta)
Estas populações possuem dados precisos de local, data e coletor. Devem ser mantidas estritamente puras.
Os marcadores não significam a localização exata da população desta espécie. A intenção é apenas mostrar um aspecto geral da distribuição geográfica.
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