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Brasil
⇒ Descoberto por: Gilberto Campello Brasil, em 1990; populações foram posteriormente reencontradas por Ruud H. Wildekamp e Dale Webber em 1993, e o material utilizado na descrição científica foi coletado por Wilson J. E. M. Costa, F. M. Pupo e E. S. Araújo em 1999.
Originário das poças temporárias do médio rio São Francisco, especialmente na região de Bom Jesus da Lapa, Bahia, Hypsolebias flagellatus é um dos mais marcantes killifishes anuais brasileiros. Os machos apresentam coloração intensa e se destacam pelos longos raios filamentosos das nadadeiras dorsal e anal, que podem lembrar pequenos chicotes e deram origem ao nome científico da espécie. Pertencente ao complexo H. flavicaudatus, vive em ambientes rasos e sazonais que secam completamente durante parte do ano, sobrevivendo ao período desfavorável por meio de ovos em diapausa enterrados no substrato.
Para aquaristas e biólogos, H. flagellatus representa um peixe particularmente interessante tanto pela beleza quanto pelo comportamento reprodutivo. Como outros grandes Hypsolebias, os casais podem mergulhar no substrato durante a desova, exigindo em aquário uma camada suficientemente profunda de material adequado para a postura. Existem linhagens históricas mantidas por criadores, demonstrando também o papel do aquarismo especializado na documentação e preservação de populações desses peixes.
Embora atualmente seja tratada como Pouco Preocupante (LC), a espécie depende de ambientes temporários vulneráveis à expansão agrícola e ao desmatamento. Na região de Bom Jesus da Lapa, áreas originalmente ocupadas por poças anuais já sofreram forte redução e descaracterização. Preservar H. flagellatus significa, portanto, proteger não apenas os peixes durante o período chuvoso, mas também os solos aparentemente secos que guardam os ovos responsáveis pela geração seguinte.
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Hypsolebias flagellatus foi originalmente descrita por Wilson J. E. M. Costa em 2003 como Simpsonichthys flagellatus. Com a posterior reorganização taxonômica de Simpsonichthys e o reconhecimento de Hypsolebias como gênero independente, a espécie passou à combinação atualmente aceita, Hypsolebias flagellatus (Costa, 2003).
Até o momento, não são reconhecidos outros sinônimos nomenclaturais formais para a espécie. Algumas populações anteriormente atribuídas a H. flagellatus, especialmente da região de Janaúba, foram posteriormente reconhecidas como espécies distintas, como Hypsolebias janaubensis, mas esses nomes não constituem sinônimos de H. flagellatus.
O epíteto específico flagellatus deriva do latim flagellum, que significa “chicote”, e pode ser interpretado como “provido de chicotes” ou “com estruturas semelhantes a chicotes”. O nome faz referência aos longos raios filamentosos das nadadeiras dorsal e anal dos machos, uma das características mais marcantes da espécie
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Populações com Código de Coleta (Rastreabilidade Alta)
Estas populações possuem dados precisos de local, data e coletor. Devem ser mantidas estritamente puras.
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